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Pra onde vão as nossas tristezas?

Atualizado: 2 de nov. de 2023


Mortes, rupturas, perdas, fins de fase nos pressionam a novos olhares.


Quando sentimos qualquer desconforto o que a gente normalmente faz é buscar distração: corremos pra fora: festas, com pessoas, em redes sociais, bebidas, amigos, família, academia... Isso alivia? Claro que sim e ainda bem que temos por onde deixar vazar essa pressão gigante, senão a gente explodiria – como muitas vezes explode (ou implode!). Só que isso tudo só alivia, não resolve. Agora me fala: pra onde vão tristezas: pra festa ou pra dentro de nós?


Sabe quando do nada vem uma vontade de chorar, ou até uma raiva?

Muito disso pode ser por essas partes mortas que acumulamos em nós e que estão ali, gritando para serem soltas e libertas. Podem ser coisas ou emoções ligadas a outras pessoas ou eventos, mas que deixamos pendentes em nós, e se estão em nós, se não forem cuidados, vão nos assombrar.


É como se fossemos colecionadores de tristezas e perdas.

Só que, assim como após a morte física, elas precisam ser veladas e enterradas/ cremadas. Não desaparecem com mágica - seria ótimo se a gente funcionasse com um click... (seria??) E quanto mais postergamos os trâmites necessários – porque incomodam demais mesmo – mais eles deterioram e começam a cheirar mal dentro da gente, até uma a uma, lidarmos com nossas perdas físicas, emocionais, mentais, simbólicas, energéticas, sociais, familiares, relacionais, profissionais...


Duas coisas são certas:

1) Nenhuma tristeza vai embora sozinha

O tempo NÃO cura: ele nos dá espaço pra escolhermos quando vamos olhar pra cada uma dessas perdas e nos despedir da dor que ela traz. É justamente a dor que precisamos liberar pra continuarmos deixando vivos em nós a honra por ter aquela pessoa ou aquele sonho ou aquela parte de nós, em nós.


2) A gente não se engana

Fingir que passou ou apenas o desejo de passar pelo processo não resolve. A gente bem que tenta se enganar e dizer que superou isso ou aquilo quando por dentro sabe o tanto de incômodo que ainda existe em relação aquele assunto ou pessoa: se tem desconforto, tem pendência a ser resolvida


Mortes fazem parte da vida. Parte da RENOVAÇÃO da vida.

A dor vem do apego e do controle que gostaríamos de ter da vida. Soltar é se permitir renascer e rejuvenescer. É a dor do parto que dá à luz, acessando as belezas do que nos trouxeram até onde chegamos, que nos criou vínculo com aquela pessoa ou situação, que nos mostra a honra por pedaço de vida vivida e pela nova vida, novo cenário, novos ares desse novo momento.


Entender que se uma fase se encerrou não quer dizer que não tenha dado certo, só quer dizer que acabou e é tempo de novos ares e mudanças. Nossas.


Fins vão acontecer.

Se evitamos ou negamos, aumentamos.

Se empacamos, aumentamos.

Se atravessamos, resolvemos.


Desconfortável vai ser.

Aliás, já é do jeito que tá. Né?

Pois que agora o desconforto seja pra cura.

Que seja no melhor tempo pra você.

Mas que assim seja. ♡




PAULA CASTRO

acolhimento emocional, consciência e profundidade #autoamor

✍ | autora "o amor da sua vida está aqui" #relacionamentoabusivo

✍ | co-autora "registros femininos", "além do céu, além da terra", "quarentena: diário do confinamento"

📖 | E-book Kindle: tinyurl.com/y4najdfs

🌷 | Instagram: @soul.paulacastro

🌷 | Linkedin: Paula Castro


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